Valquiria Maria Gonçalves
“Aquele aluno não gosta de estudar!”, disse a professora. “Nossa, minha filha não quer estudar!”, lamentou a mãe. “Eu não gostava de estudar quando era criança e acho que não sirvo para isso até hoje!”, disse o estudante universitário. Será que a gente ou nasce gostando de estudar ou não tem jeito mesmo? É possível aprender a estudar ou melhorar nossas formas de estudar? E como podemos ajudar nossas crianças (e futuros adultos) a estudarem de modo mais eficaz e a gostarem disso?
De acordo com Cortegoso e Botomé (2002), boa parte das dificuldades encontradas no contexto acadêmico, profissional e social relacionam-se a um repertório de comportamentos de estudo deficitário. Apesar de não ser ensinado diretamente, salvo poucas exceções, somos cobrados a estudar desde a educação infantil até o ensino superior. Nesses contextos de aprendizagem, parece que o estudar é muito mais visto como algo natural, que de alguma forma cada pessoa desenvolveria ao longo da educação formal, do que como um comportamento que seria objetivo do ensino em si (Kienen et al., 2017). Parece que com frequência, ao longo da nossa trajetória educacional, nos é ensinado português, matemática, ciências, mas não especificamente como estudar português, matemática e ciências, não é?






