Mostrando postagens com marcador saúde mental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde mental. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Muito além dos estudos: dicas para uma adaptação mais satisfatória à universidade


Fernanda Torres Sahão

O sonho de ingressar na universidade faz parte da vida de muitos de nós, e a batalha para chegar lá pode ser árdua, estressante e cheia de emoções, mas o sentimento de missão cumprida prevalece quando finalmente somos aprovados. O alívio e alegria são tão grandes que não nos preparamos (e não somos preparados) para a vida universitária de fato. Calma, não quero assustar ninguém! Continuem alegres e aliviados, mas é importante que saibam de algumas coisas para que essa transição para o ensino superior ocorra de um modo mais leve e sem pegá-los desprevenidos.
O ensino superior é caracterizado por vários desafios, tanto acadêmicos quanto pessoais: novas amizades a serem feitas, afastamento dos amigos de escola, novo ritmo de estudo, novas exigências, mudanças no formato das avaliações e das disciplinas, questões burocráticas, entre (muitos) outros. Essas situações exigem que você apresente comportamentos que antes não precisava apresentar. Isso pode gerar uma série de sentimentos e conflitos que podem afetar negativamente a sua adaptação à universidade, acarretando prejuízos à sua saúde mental, e até mesmo a desistência ou mudança de curso ou instituição. O ambiente universitário pode ser estressante e muito exigente, mas existem algumas coisas que você pode fazer para conseguir se adaptar melhor a esse novo contexto. Vamos lá?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Janeiro: Mês da Visibilidade Trans


Maria Beatriz C. Devides

       No dia 29 de janeiro comemora-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil, pois nesta data em 2004, pela primeira vez na história do Brasil, travestis e transexuais estiveram no Congresso Nacional para falar sobre suas realidades e lançar a campanha “Travesti e Respeito”. Quando falamos de visibilidade, estamos falando do reconhecimento do direito à existência das pessoas trans enquanto cidadãs e do respeito à diversidade, sendo de extrema importância, pois dentro da população LGBTTI, as pessoas travestis e transexuais, embora em menor número, são aquelas mais expostas às situações de violência e vulnerabilidade. Muitas vezes a falta de compreensão sobre o que é ser trans causa alguns preconceitos, como a imagem de que são pessoas exóticas, inumanas, que possuem algum tipo de doença ou transtorno mental. O desconhecimento gera medo de se aproximar, dificuldade em ter empatia e pode até mesmo motivar agressões.
       O significado do que é ser trans está vinculado a noção de “identidade de gênero”, que é a percepção que o indivíduo tem de si mesmo como mulher, homem ou pessoa não-binária. Pela lógica binária dos sexos, os sujeitos são divididos e classificados como femininos ou masculinos a partir de seus nascimentos, de acordo com suas genitálias. Ao serem classificados, essa identidade os acompanhará pelo resto de suas vidas social e jurídica, modelando suas práticas sexuais, influenciando na percepção que tem de si mesmos, na construção da autoestima e nos seus comportamentos, que serão incentivados ou punidos socialmente.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Mulheres e sociedade: o problema da saúde mental


             

Jordana Fontana

        Muito já se ouviu falar sobre a mulher ser o sexo frágil, inclusive no que se refere a doenças psicológicas. Dados da Organização Mundial de Saúde (em inglês, WHO, 2001) demonstram que mulheres têm mais chance de desenvolver transtornos psicológicos, principalmente depressão e ansiedade. Qual o motivo dessa diferença? Seria a mulher biologicamente ou essencialmente mais propensa a ter mais problemas de saúde mental? Alguns estudos da psicologia, em especial da análise do comportamento, têm demonstrado que os problemas de saúde da mulher são uma consequência da nossa sociedade, constituída por práticas que oprimem as mulheres.
        A cultura em que vivemos é caracterizada pela desigualdade entre gêneros – isso não significa uma simples diferença, mas sim que um gênero se beneficia em detrimento do outro: homens são maioria em posições de poder e têm mais acesso a benefícios, ficando as mulheres com menos oportunidades de emprego, salários mais baixos, trabalhos de menor prestígio e condições financeiras mais precárias. Mulheres aprendem que certas coisas são tarefas “de homem”, e que elas não têm capacidade para fazer tais coisas. Falar que algo é “de mulher” é uma expressão comumente utilizada em tom pejorativo, e, portanto, o feminino é visto como inferior. Mulheres são menos respeitadas e sua capacidade intelectual é comumente colocada em cheque. Além disso, sofrem diariamente diversas formas de assédio e violência, que muitas vezes chegam ao extremo, no caso do feminicídio (Fontana, 2019).